Cinema Mudo.

13:08

Do amor sem palavras.


Dispenso o silêncio e concentração. Tenho feito da noite meu dia e você não perde esse jeito todo único de se fazer sonho em minhas insônias. Aí eu fico querendo buscar uns versos muito lindos pra te entregar e acabo borrando tudo. Busco companhia nos livros, nas palavras soltas, nas letras que viram notas musicais e eu já nem sei ler mais. Fico estufada de sentimentos presos, de vontades guardadas, de um doce enjoativo, de uma acidez bem dosada, e pensando em tudo o que você não sabe. Tudo o que eu não disse. Não digo. Vou procurando me desfazer das metáforas todas. É insuportável tentar entendê-las agora. Existe um termômetro desregulado das emoções incertas que me habitam e a proporção é nenhuma. Para de olhar pra essa taça de vinho tinto e enxerga essa tempestade castanha que nasce em meus olhos. É que eu sempre achei que você entendesse meus gestos. Por exemplo, agora. Agora que eu te entranho a alma com esse meu olhar desmistificado, você não sente meu peso em si? Carrega ele com você, também. Pra mim, quero asas. Deixa o moço gritar essa MPB irritante dele pra lá. Por que será que esses cantores de barzinho escolhem o repertório mais escroto possível quando a gente sai de casa para provar de delícias? Enfim, deixa a música de lado, mais importante é a noção do meu dizer hoje, em palavras. Você sabe da minha trava em expor sentimentos. Pior seria se eu dissesse obrigada a cada vez que ouvisse um eu te amo. Não dá risada, não. Ou melhor, dá. Preciso dizer que você fica lindo quando sorri. Devia fazer isso de mostrar os dentes mais vezes. Então, como eu vinha dizendo, os gestos. Quando eu chego, por exemplo, e te abraço sem qual nem o quê, é pura necessidade de estar em casa. Você pode pensar que é porque eu gosto do cheiro do amaciante que você usa em suas roupas e isso é um dos motivos também, claro. Você precisa me dizer qual a marca, depois. Mas o motivo maior é a necessidade de me sentir viva, entende? É que nessas ocasiões meu coração aqui dentro dá sinal e eu respiro aliviada. Ah, eu quero sim outra taça de vinho. As palavras fluem melhor com essa dose de torpor. Manda esse garçom trazer a garrafa inteira. Gosto de excessos. Cansei de metades. Não, não de você, metade. Que papo brega, esse agora? Parece aquele dia em que prometemos ficar sem falar de amor. Eu perdi, claro. Uma hora depois da promessa e eu já vinha derramando no apartamento inteiro o perfume encarnado dessas paixões meio descaradas. E vem cá, por que raios você fuma tanto, hein? Apaga esse cigarro, que o quê eu quero cantar, hoje, fumaça nenhuma desenha. É puro nervosismo essa minha mão falante. Ah, não me entrega esse olhar de pesquisa, não. Tá ouvindo o barulho dos meus cadeados se abrindo? E o medo que dá de saber você me invadindo, eu não sei nem narrar. Eu nem me importo em me rasgar toda pra você. Os avessos dos meus avessos não escondem mistérios tantos assim. Minha alma espalha os segredos todos que esconde quando encontra a tua, tão desvairada quanto. Desnudas, ambas. Você sente assim? Sei que sente. Mas sei que você precisa de palavras e eu não sei entregá-las. Por isso sigo nesse ensaio, assim. Eu quero te dizer uma porção de coisas, menino. Em uma desproporção incomum, numa pose desarrazoada. Na calçada desse botequim, mesmo. Ou na cama que a gente divide naquelas horas onde já não se sabe mais quem é quem. Deixa eu dar um trago nesse cigarro? Viu? Nada na fumaça. Eu me sinto agora como quando em casa. Eu lá, sentada nas almofadas espalhadas pela sala inteira, brincando de pisar no macio por temer a certeza do chão. É bom fantasiar. E eu fico lá, torcendo cachos, roendo a mão, até que você chega e enrosca tua barba mal feita no meu rosto. Esse feito é maior que os pileques todos, em mim - a delícia de me embriagar de você. E aí eu rasgo os versos que ia vomitar e te dou o prazo de três mil horas pra parar de me beijar. Ah, droga! Olha só, derramei vinho no celular! Será que o toque vai ficar mais bacana? Como você é besta. Pronto, enxuguei. Bonita a cor do vinho no guardanapo. E eu ainda fico assim, pensando. É que eu preciso muito que você saiba... Quatro horas da manhã? Tá, vamos pra casa. Quem dirige? Deixa o carro aí, vamos caminhando, estamos perto, mesmo. E já tá quase amanhecendo. Agora que você segura minha mão... Você é tão atraentemente besta! Fica fazendo malabarismo enquanto se equilibra no paralelepípedo. Eu falei paralelepípedo, você ouviu? Você, lerdo que está, não consegue repetir. Fica aí, sorrindo, nesse atropelo de palavras. Você me faz tão bem... E o que eu mais queria era poder te contar do céu que enxergo em teu olhar e das estrelas todas que já andei pendurando nele. Sabe o que eu vejo de mim? Personagem do cinema mudo de antigamente. Expressões e gestos que dispensavam palavras. Tá que a gente como casal remete aos espectadores qualquer coisa de Almodóvar, bizarros que somos em nossa essência. Ei, me prende agora! Me pega pra você, assim, sem rodeios, encostado nessa árvore. Você tem gosto de fruta mordida e eu preciso provar todo o tempo, pra saber se você existe ou se é junção das minhas invenções. Que seja! Subimos as escadas sem nem chamar o elevador. E eu quero te dizer tanto. Fecha a porta? Me desengasgar cairia bem, agora. Largar mão dessas travas e expulsar sem poréns o resumo um tanto lúdico das nossas horas. É que você deitado aqui nessa cama, brincando com minhas mãos e me olhando sem piscar, devolve minha mudez e me faz engolir seco. Aí eu entendo o porquê de perder o som. Penso que as palavras soando no universo do teu eu, vigiado por esses olhos claros, me fazem correr o risco de cair pra dentro de você. E eu sei que vou gostar tanto, que não vou querer mais voltar. Resolvo arriscar agora, que teus olhinhos de conchas se fecharam com os brilhos das pérolas que carregam:

- Eu já amo você, menino. - digo, num sopro que te beija inteiro.

You Might Also Like

50 comentários

  1. Jaya,

    hoje, buscando suas palavras, encontrei um canto seu diferente. Esse monólogo carregado de ternura e, ao mesmo tempo, dono de uma sofreguidão desvairada, teve alguma coisa de sonho incerto. Parece brincadeira isso de ler você como uma simples blogueira. Você é escritora, sim. E fica calada, não me contradiga, eu falo o que eu quero - a verdade, uhuhuhhuhu.

    eu sei lá fazer outra coisa nessa vida que não seja gostar das suas formas. São inusitadas, por vezes. Hoje você veio com ese tempero diferente, com esse romance adocicado um tanto e outro tanto apimentado, carnal. O que você fez foi a fusão alma-corpo. E ficou bonito, sabe? Como eu nunca vi por aí.

    Então eu me despeço, só ressaltando esta frasezinha da qual farei mantra: "...vigiado por esses olhos claros, me fazem correr o risco de cair pra dentro de você".

    Beijo!

    ResponderExcluir
  2. lindas palavras..passarei sempre para ler.
    abraços

    ResponderExcluir
  3. Que lindo! A maneira como vc coloca as situações, não sei o que dizer, me emocionam muito.
    Fui lendo e me vendo em algumas dessas cenas. Não sei falar de meus sentimentos então fico esperando que percebam em meus gestos o que sinto, o que queria dizer.

    Que o menino te faça bem por muito tempo ^^


    beijos
    =*****

    ResponderExcluir
  4. Ahhh, você que é um doce viu. Me sinto tão acalentada com o que você escreve. É de verdade, te ler me deixa incrivelmente bem.

    Olha, tenho que te contar, também não curto muito Jota Quest, essa minha fase já passou, essa música tem uma história, meus amigos repetiam ela o tempo todo na quarta feira, acabei me pegando cantando também e não é que ela se encaixava perfeitamente no que eu estava sentindo? Um misto de alegria e um pouco de solidão, vai saber o que me deu né. hehehe.

    Meu domingo não está lá um dos mais coloridos, que vontade de sair gritando, cantando por aí, chamando a felicidade pra vir.

    Adoro-te...beijo.

    ResponderExcluir
  5. " E aí eu rasgo os versos que ia vomitar, e te dou o prazo de três mil horas pra parar de me beijar. Ah, droga! Olha só, derramei vinho no celular! Será que o toque vai ficar mais bacana? Como você é besta. "

    Ahh isso me pareceu estranhamento familiar. hauahauahaua.


    Outro beijo.

    ResponderExcluir
  6. Jaya,

    Quase fechei os olhos para imaginar cada cena que você retratou, mas como terminaria de ler o texto de olhos fechados?

    Vou fecha-los agora que terminei e estou sorrindo diante da beleza dessas palavras. O carinho que se revela nas vírgulas e nos pontos. Nem respirei, apenas fiquei suspirando com o coração desejando viver uma realidade assim...Algo de amor e entrega e alguém ali colhendo os meus sorrisos. Ai ai...

    Querida, obrigada mesmo por todo o carinho, tá? Sinto que precisamos mesmo nos aproximar, mas deixa o rio correr, ele tem um destino a seguir, enquanto isso vamos contemplando as margens. Vê como está tudo tão bonito?

    Beijo e ótima semana pra você também, flor!

    ResponderExcluir
  7. Nunca tinha vindo aqui... Deliciei-me com as tuas palavras..
    E como é bom amar!!!
    Bjsss

    ResponderExcluir
  8. :) Jaya, obrigada pela visita. Suas palavras me encheram a noite e me deu vontade de passar a madrugada toda aqui, desvendando e aprendendo a arte de escrever.

    Filipe tem razão em dizer que é escritora e não blogueira. Fico muito feliz de compartilhar gostos com você! Se sua citação de Almodóvar é por gostar de seus filmes, então aqui está mais um gosto parecido.

    Um grande abraço, já tá na minha lista de blogs por puro mérito. ;*

    ResponderExcluir
  9. Jaya, tu tens um dom fantástico de expressar seus sentimentos e os transmiti-los por intermédio de sua escrita. Todas as vezes que eu leio um texto seu eu fico realmente chocado de tão maravilhosos que eles são.

    Tu és uma escritora de mão cheia, com uma rima gostosa que me lembra o litoral, a brisa do final da tarde no mar. E eu me sinto flutuando quando eu a leio. Suas palavras são desenhadas, como um pintor cuidadoso que pinta milimetricamente cada cantinho de seu quadro, deixando tudo perfeito.

    Tu deverias escrever um livro, mas eu já te disse isso mais de mil vezes, mas é que tenho que insistir, pois suas palavras me encantam. Eu fico aqui ansioso esperando suas postagens só para ver a sua nova obra de arte toda a semana. E saiba, em toda a espera para te ler eu jamais me decepcionei, pois não há como não aplaudir de pé tudo o que tu escreves.

    Eu lhe dou os meus parabéns pelo seu talento. Espero que tu continues assim tão talentosa ao escrever. Eu te agradeço por me dar o prazer de ler-te sempre.

    Tenha uma ótima semana, minha amiga Jaya.

    Um grande abraço,
    Átila Siqueira.

    ResponderExcluir
  10. Owww, imaginei somente o silencio e o escuro do cinema, a cena de amor que não precisa de cores e sim se sentindo e traços...

    Simplesmente profundo... Se criar suspiros e sonhos...

    Doce semana.

    :*

    ResponderExcluir
  11. Sempre com as palavras mais que certas, um final mais que inexperado... E um suspiro, que me arrancas sempre.

    Fiz uma pequena indicação no meio de um meme à você. :)

    Beijo menina, aguardo você no msn.

    PS: como você fez a lista de blogs em menu suspenso?
    :*

    ResponderExcluir
  12. acho que preciso não-dizer.
    que isso, foi de transboradar meu pobre coração.

    ResponderExcluir
  13. Coisa danada de boa ter vc de volta... ;-)

    Como sempre me faz viajar em suas palavras...

    Beijo e mais beijos...

    ResponderExcluir
  14. Jaya,

    Cada vez que te leio fico extremamente feliz com a beleza que escorre dos teus textos. Não consigo ser apenas leitora, pois eles conseguem mexer comigo, com lembranças e emoções que eu já tive -ou que gostaria de ter tido-. Ou seja, torno-me participante das tuas palavras, personagem tua.
    Como já disseram, é escritora sim!
    E ouso dizer que a profundidade dos teus textos é maior do que a de muitos livros que eu já li. Parabéns por isso.

    Quanto ao texto em si, este monólogo amoroso presente em todos nós que tortura e acaricia... ah, se a gente falasse tudo que fica preso na garganta talvez viveríamos mais o amor...
    Lendo tua história fiquei lembrando de todas as vezes que fiquei frente a frente com alguém especial e quis me abrir deste jeito...

    Grande bj, minha escritora.

    ResponderExcluir
  15. ai que.lírilindo!!!!..ta
    é uma espécie de lírico-lindo..

    dá pra sentir daqui, o sei lá o quê que tem você e seu amado =]

    "Vou procurando me desfazer das metáforas todas. É insuportável tentar entendê-las, agora"-a língua em si já é uma metáfora..é o todo-com ou sem metonímias.
    Parabéns por amar tão sensivelmente, e pelo vinho.


    -quanto á sua irmã adolescente,é já não s faz mais a juventude de antigamente =]....Jonas..sei lá o q.hahahahahaha
    dispenso comentários,e o beijotchau-minha amiga diz isso tbm.uhsuahsuashuahsuah


    flores.

    ResponderExcluir
  16. Maravilhoso, cativante, envolvente.
    Ahh, como é facil indentificar-se com seu texto... essas palavras que ficam sempre engasgadas...

    Passo a ser mais um de seus leitores.

    ResponderExcluir
  17. Depois de tudo o que já disseram aí em cima, não restaram palavras que não fossem repetidas ou meros sinônimos.
    E você, seus textos, seus devaneios, merecem muito mais que isso, moça bonita.
    O Filipe disse o que eu já tinha te dito, assim que nos "conhecemos": você é, sim, uma escritora. O blog é só um recurso, dentre tantos outros, e que nos delicia e alimenta quase que diarimente com suas lindas histórias.
    Lembrou-me por demais os textos de um grande escritor. Fiquei perplexa tamanha a semelhança.
    Mais uma vez e sempre: parabéns!
    E obrigada pela visitinha aos meus rascunhos. E pelos elogios demasiadamente exagerados.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  18. Me diz que amor é esse - principalmente o das letras - que te faz escrever tão linda e intensamente? Tô apaixonada!
    Já lia seu outro blog, mas fui barrada...rs! Mas espero que eu possa continuar me deleitando com seus textos.
    Parabéns pelo blog, de coração!
    Quem sabe um dia eu não chegue lá!
    Beijos!

    ResponderExcluir
  19. Cada vez mais lírica a nossa Jaya!
    Escrevendo sobre o sonho de sua insônia!
    Bjooooooooo!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
  20. Poderia tentar rasgar mil palavras para lhe dizer o quanto me agradou o seu texto, no entanto sei que não será o suficiente. Nunca será."Eu mais queria era poder te contar do céu que enxergo em teu olhar e das estrelas todas que já andei pendurando nele." Muito bonito! Voltarei mais vezes, tá?

    Abraço, até breve,

    R.Vinicius

    ResponderExcluir
  21. Ah, que delícia de blog! Adorei.
    Virei sempre aqui.
    Beijos

    ResponderExcluir
  22. O monólogo é grande, mas confesso que eu ainda queria mais... Tão gostoso de ler, tão envolvente e tão maravilhoso de sentir...

    Engraçado como, ás vezes, quando estamos ao lado "dele", ficamos sem palavras e pensando em mil coisas...

    Beijão

    ResponderExcluir
  23. no começo,
    pro namorado.
    no final,
    pro filho.

    lindo texto.
    especialmente a parte dos sonhos na insônia.

    Beijo,Flor.

    P.S.:
    excluiu o orkut, neah?

    ResponderExcluir
  24. Jaya querida,


    Sua casa nova está linda, bem como esse texto maravilhoso que me encheu de vontade do meu amor!

    Você inspira poesia, menina! Nada como se perder nos braços (coração, vida toda) de quem nos faz tão bem!


    Beijos enormes!

    ResponderExcluir
  25. Minha querida amiga Jaya, venho aqui hoje novamente apreciar a sua arte, e também para te agradecer a visita no meu blog. Eu fico lisongeado e muito feliz quando tu apareces no meu cantinho.

    Tu és uma escritora incrível, e eu fico feliz em ser visitado por alguém com um talento tão lindo quanto o seu, e com uma alma tão bondosa e doce quanto a sua, que só sabe escrever coisas lindas, como se vertessem por entre seus dedos e descessem para a sua lapizeira a própria beleza expressa em palavras.

    Estou muito contente com a sua visita. Eu sempre a aguardo com muita ansiedade.

    Um grande abraço,
    Átila Siqueira.

    ResponderExcluir
  26. Jaya de Deus.
    (Chamei assim porque o comentário que eu pretendo/vou deixar é claro)

    Texto santificado esse.

    E se aquele poema do Manuel te lembrou a mim, esse teu texto me lembrará apenas você.


    Obrigada viu? Pela visita e pelo texto.

    ResponderExcluir
  27. Não perde pra nenhum escritor renomado, não! É linda, é maravilhosa, é sensacional!! E eu sou fã-gritadeira-babona mesmo! Ainda vou tirar foto da minha cara de tiete enlouquecida e mandar pra vc! Aguarde!

    Caramba, Jayazinha! Tu é um escândalo!

    Eu li esse texto com a rapidez de quem lê uma frase, com o encantamento de quem lê uma profecia, com a paixão de quem lê a primeira msg no celular, aquela, do primeiro namorado (que te deixa ultra-hiper-mega derretida).

    E fiquei em estado de graça.

    Bendita você, que nos dá de presente essas linhas preciosas pra acalmar o coração. Pra flutuar. Pra abraçar o amor.

    Pra acreditar na vida.

    Vc faz parte de mim, já, viu moça?
    Amo muito.

    Beijo meu!

    ResponderExcluir
  28. Só pra dizer que voltei.

    Com algumas mudanças, verdade.

    Descobri que "O mundo de Sofisma" me faz bem. Triste seria abandoná-lo pra sempre, rs.

    Beijo na testa.

    ResponderExcluir
  29. Lindaaaaaaaaaa! Eu é que quase caio pra trás com seu comentário tão bacana no meu blog!
    Tô super hiper feliz, mesmo!
    Não vou deixar te visitar nunquinha mais...rs!
    E sinta-se em casa no meu blog também, viu?
    Sei que ainda tô engatinhando nas letras, mas quem sabe um dia não escrevo um texto tipo "Jaya"...rs!
    Na verdade, escrever virou uma terapia pra mim. É lá que descarrego minhas alegrias, neuras, indecisões, conquistas, meus medos e traumas, e saio sempre revigorada depois de um texto concluído.
    E é muito bom saber que posso agora dividir isso tudo com vc, euzinha, sua fã, toda boba...rs!
    Vou ficando por aqui, mas feliz de montão com essa mais nova amizade.
    Grande beijo, flor!

    ResponderExcluir
  30. Sabe, ler cada linha desse texto minuciosamente sensível, me traz à tona sentimentos de intensa emoção. E as sinto confluindo no meu mar interno. São como maresias se revolvendo no interior do meu afago, e sendo abraçadas por franjas de amor.

    Arrisco a dizer que esse seu texto é um dos melhores que já li. Sem dúvida nennhuma. Tu colocou plumas em cada letra, derramou gotas de doçuras, de ternura e paixão. E a gente consegue inspirar uma essência amor, uma fragrância que chega a encantar e a se suavizar em extremosos carinhos no coração.

    Lindo. Não tenho mais o que falar.
    Deixou apenas a minha mudez, num sopro que te beija inteira, agradecendo pelo bem de ler tamanha sensibilidade.

    Meu coração agradece.

    Beijos Jaya.
    Se cuida anjo

    Te amo viu.
    ;)

    ResponderExcluir
  31. In vino veritas!
    Que lindo baby. Que passional!Com aquela espontaneidade desconcertante e rápida que só o álcool proporciona. Absolutamente feminino. Adorei os detalhes de sua prosa.Agora , olha a INCRÍVEL COINCIDÊNCIA! Acabo de postar no Spleen rosa-chumbo meu último texto. O titulo: in vino, veritas!
    Acredita?
    A diferença é que é a ótica masculina . Acho que vc pode gostar do texto.

    Parabéns!

    Grande abraço

    ResponderExcluir
  32. Jaya! Minha flor lírica, linda!

    Tão bom te receber, viu? Te ter por perto... Venho aqui e é sempre um prazer, imenso, de cor e sabor, suspiros a cada linha pronunciada ... sim, te leio em silêncio, e depois em versos cantados, de tanta coisa boa que vivo por aqui... que cinema não precisa de fala, precisa de sentimentos vivos... e ah!!!.. que texto lindo! Veio um turbilhão de imagens na minha mente... que bailaram, e cantaram...

    Flor do meu jardim! Repito o que a Glauzita e o Felipe falaram lá em cima: Vc é uma escritora de mão cheia, viu! Amo te ler! Mesmo,mesmo. De verdade...

    Beijos meus em palavras suas...

    :)

    ResponderExcluir
  33. ainnnnnnnnn

    Jayaaaaaaa

    tu acaba de dizer nessas palavras aí um monte de coisa que eu já vivi ou senti.
    mas nuncaaa disse.

    ResponderExcluir
  34. E eu já num tinha visto.? Que era conjunto, eu e tu, escrevendo o cinema.? Te li um tanto, já. E o vinho me estremece. As respostas que só mulher já ouviu me voltam com gosto na boca.
    A saudade, o amor, a volúpia. Às vezes, eu me pergunto se em algum tempo o meu sentir era o mesmo que o seu, feito organismo-só. Porque, o sentir é igual-que-nem.

    [não fosse tempo-espaço, eu bem me sentia Truman.]

    ~*

    mas eu só vim dizer que tu me mareja. inteira, sempre.

    ps. acho eu que consegui butar uma imagem de côr, e prêta-e-branca.

    ResponderExcluir
  35. "Tá ouvindo o barulho dos meus cadeados se abrindo? E o medo que dá de saber você me invadindo, eu não sei nem narrar. Eu nem me importo em me rasgar toda, pra você."
    Quanta inspiração. Palavas bonitas e profundas.
    É muito bom ter alguém que nos inspire dessa forma. Mesmo quando sentimos medo de abrir nossos cadeados.
    Gostei de passar por aqui.
    Boas inspirações.

    ResponderExcluir
  36. Jaya,
    em relação ao comentário lá no meu blog, esqueci de dizer que não vi o DVD do Vinicius não...bem que queria, um dia o procurarei para alugá-lo. quem sabe lágrimas tb tomarão meu ser, e ficarei alegre porque adoro chorar em filme. haha
    Um abração! :*

    ResponderExcluir
  37. Lindinha...

    DEsculpe ter perdido tempo em nao ler-te esses ultimos tempos.. tenho andado bem sumidinha msm.
    Mas agradeço suas aparições msm diante da minha não-devoçao e fidelidade.rs

    Terminei de ler increvelmente com os olhos lacrimejando, emocionou-me muito muito. Tanto que chega a ser dificil dizer.
    DEscreveu-me aqui. Me vi nessa cena. Vivi algo parecido...rs
    Meu Deus!!!! Vc conseguiu decifrar meus ultimos e mais urgenes sentimentos. Só posso te agradecer...

    Posso guardar comigo esse texto?
    Bjos encantados...
    Babi

    ResponderExcluir
  38. é por isso que eu amo blogs! em que livro eu encontro tamanha perfeição???


    beijokas!!!!

    ResponderExcluir
  39. tou achando que tem alguém apaixonada, hein?

    haha, bom ter você de volta, Jaya!

    até mais ler.

    ResponderExcluir
  40. Jaya,
    muito estranho é eu me identificar tanto com você. E eu não te conheço, não sei onde você mora, só tenho algumas pistas vagas de que mora no Norte do Brasil e tem 21 anos de vida.

    Com certeza, a menina das melodias se sentiria honrada em te conhecer melhor. Mesmo tão de longe, de forma tão segura...

    Saiba então que nessa fase minha de rever filmes incríveis que já vi a algum tempo, me deparei com "Brilho Eterno de uma mente sem Lembranças". Quando o vi pela primeira vez, por ser mto nova e distraída, não percebi a essência hipnotizante que ali se instalava. Me apaixonei novamente por este filme. Assim como me apaixonei pelas confusões da Amélie. Da sua lista de filmes, Lisbela e o Prisioneiro deu início a minha desmitificação dos filmes brasileiros. Por ser tão bom, leve e engraçado, comecei a entender que nossa terra dá muitos bons frutos.

    Me orgulho de compartilhar gostos com vc. E fico feliz por essa conexão imediata, às vezes tão difícil com as pessoas que estão aqui do meu lado.
    Torço para que a cada comentário você me desvende cada vez mais e assim o farei com você. Para todo resto, lhe pergunto: tem msn? Eu mal uso essa ferramenta, mas não vejo solução melhor para construção de nossa amizade.

    Grande abraço do sudeste,
    Flávia.

    ResponderExcluir
  41. Esqueci de comentar uma coisa: o trecho que vc escreveu lá no blog me tirou o ar durante o filme. Obrigada por me fazer relembrá-lo e dividi-lo comigo. :)

    Acho que todos nós temos um pouco de Amélie dentro de nós.

    ResponderExcluir
  42. tenho estado tão cética ultimamente que ler esse texto lindo e me sentir tão bem a ponto de querer chorar me dá um alívio.
    tô precisando de uns textos assim para não me deixar render para a realidade fria e dura.
    deu até vontade de me render à alguém...
    beijo!

    ResponderExcluir
  43. outra coisa... como você conseguiu colocar os links das pessoas nessa caixinha drop-down? ensina p/ Amanda!
    beijo!

    ResponderExcluir
  44. Bom, o que eu posso dizer? Sei que posso dizer qualquer coisa, mas é que impressões ou especificações técnicas parecem tão descabidas no meio desse monte de palavras...
    Lírico sim, muito: tipo novo de lirismo, só não sei qual é nem como especificar.
    Ah, Jaya, me desculpa, mas sei eu disser qualquer coisa além de "é onírico, líndissimo é totalmente penetrante" eu estaria falando por falar.

    Ponho só mais um 'obrigado' e me encerro.

    ResponderExcluir
  45. Jaya querida, estou aqui pra te convidar a conhecer a história da Pequena Sunshine.

    Passa lá no blog pra conferir.
    Sua presença é sempre meu maior presente.

    Grande beijo

    ResponderExcluir
  46. Num tá na hora de atualizar, não?

    ¬¬

    ResponderExcluir
  47. Nossa...q post mais perfeito!

    Vou t linkar tb, querida!
    boa semana e fik com Deus

    beijoooooo

    ResponderExcluir
  48. uahuhauhauhuah

    eu já tinha me esquecido que fiz um engano nesse blog.. (foi nesse, né?)

    sabe como é né, agora com essas coisas de 'blogs que acompanho' acabei me atrapalhando todo..

    Um beijo

    ResponderExcluir
  49. Nossa! Sem dúvida nenhuma esse texto é uma das coisas mais interessantes que já vi nesse mundo(blog) de Meu Deus.
    Virei fã.

    Beijo grande.

    ResponderExcluir