CURTINHAS.




Doar mais, doer menos.

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Mantra: ser sincera com o que pulsa, abraçar o que me abraça, perder a hora com o que me faz sorrir, beijar a doçura que os lábios trazem e aprender a tocar o outro com delicadeza, até que se consiga dedilhar os sentimentos de olhos fechados.

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Que seja escandalosamente leve, o amanhã.

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Espelho tudo aquilo que você faz refletir em mim. Recolha daí as impressões que leva. São recíprocas.

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Agosto: transição. Que os ventos ainda frios desse inverno saibam varrer do meu rosto as poeiras deixadas pelas folhas de um outono saudoso, enquanto, nos meus olhos, em meio às chuvas semanais, brotam primeiros traços de uma primavera que se denuncia. Sorrio flores.

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Um beijo é quando, no derramar de poesia dos lábios, dois sorrisos se embaraçam um no outro.

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Às vezes pesa. Às vezes rasga. Às vezes, chove. Que chova, pois o mundo também tem suas dores. Depois passará, passarinhos que somos. É quando a poesia senta na calçada e a gente inventa mais um pouco, só pra ter mais sol. Terá.

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Meu corpo: vilarejo. Enlouqueça com as paisagens, queira fazer ali sua casa. Escorregue nas ladeiras. Acelere em todas aquelas curvas. Invada os cruzamentos sem olhar para os lados. Decore os melhores caminhos. Rascunhe um mapa minucioso em seus detalhes. Ignore as regras - estacione onde quiser. E na sua rua preferida, acenda uma fogueira. Seja brasa quando as chamas se espalharem - meu amor é inflamável.

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