O amor é fodido.

13:42

Um amor só um bocado fodido
pode ser a coisa mais bonita deste mundo.

[Miguel Esteves Cardoso, em: O amor é fodido]

São em noites como essa que algumas ausências me corroem. A vida pode ser muito sacana se resolvermos tratá-la como algo real - porque eu sempre achei a vida uma ilusão tamanha, você sabe. E eu ando sem paciência para determinadas coerências, ma belle. Acabo de sair do banho. O cheiro de sabonete toma conta do quarto junto ao vapor da água quente. Enquanto secava meus cabelos, a água escorrendo pelos ombros, um sambinha macio ia se libertando do vinil. Pensei em amor. Pensei em cenas antigas de cinema, naqueles movimentos mudos, e dancei, nua, como se o momento inteiro fosse uma partitura. Mas não houve quem me tocasse, quem me cantasse. Vesti o roupão, abri as janelas, contemplei.

O amor é obrigação? Essas conversas bobas, apenas um pretexto para terminar na cama. Pensamentos curtos, comodismos, discursinhos ordinários. Olho e não enxergo. É tudo pequeno. Cadê o desmedido, entende? Cadê o que se expande em cada encontro? Um papo que estique e dê valor ao clichê naminhacasaounasua?, cadê? Às vezes eu troco tudo pela companhia de uma planta qualquer. Continuo com essa minha mania de contemplar o nada com uma admiração gigante. E tem o filme que contei a você, as neuras que desataram, essa coisa de saber que estamos todos suspensos, pendendo entre o destino e a sorte.

Eu não sei, mas o norte me parece meio embaçado. Preciso que qualquer acaso desencante essas amarguras, que me faça levantar da cama, tirar aquele outro disco empoeirado da estante e me ofereça uma dose de uísque, sem gelo, enquanto caminho pelo apartamento usando meias e calcinha só para dar um tom qualquer. É nesse ritmo que algumas indecências batem à minha porta e deparam com essas lágrimas pretas. Sentadas nas escadas, fumando um cigarro e olhando fixo para um ponto insignificante, essas indecências. Esclarecendo: parei de adocicar os contos de fadas, o felizes para sempre. A verdade é que tudo termina com o era uma vez. Porque já não é mais, vê? Na maioria dos casos não teve vez nenhuma.

Resolvi olhar o amor com olhares obscenos. Tem mais a ver com prazer, com repousar o coração num lugar tranquilo, ainda que por apenas uma noite. Ninguém precisa ser o futuro de ninguém, isso assusta demais, convenhamos. As coisas acontecem no agora? Nele permanecerei. No agora é onde consigo sentir. Consigo preparar receitas para que sejam descumpridas, recheadas de pitadas desconhecidas. O amor pode chegar deslizando as alças do meu vestido, ensaboando meu corpo, acariciando minhas formas, tatuando minha virilha, gemendo sob minha pele suada, sufocando minha voz com beijos a me queimar a língua enquanto fuma meu hálito. Ou pode não chegar, também.

Você sabe, deve haver um feeling qualquer, porque a solidão, ma belle, essa não se esvai com meras trepadas. E eu nunca fico. No máximo a TV permanece ligada enquanto desenhos animados brincam com a vida de lá. Eu me mando, a ressaca fica. Eu me mando para respirar, abrir a geladeira, medir meu desespero em qualquer garrafa.

O amor, todavia, insiste num balé de cheiros impregnantes. Disfarça, rodeia, mas gruda em cada dobrinha. E daí a gente finda tomando um banho juntos, escorre juntos. Ele escorrega e fim: sobram uns risos convulsivos. Talvez, ainda, eu faça uns malabarismos com as pernas, arrisque uma pose de mocinha psicótica, daquele jeito, com um explosivo em cada olho, suba na mesa, arremesse uma taça. Só para chamar a atenção. Só pro meu prazer. Porque, não é de agora, palavras bonitas não me emocionam. Eu preciso de reações, me rasgar na cama enquanto Luiz Melodia grita que baby, te amo, nem sei se te amo...

Me ocorre agora, veja bem, tudo se dissolve. Você pode achar que não tem sentido. Mas, honestamente, o que tem sentido? A busca louca pelo amor geralmente resulta em pernas abertas e desencontros. Em outros casos tem-se um cigarro e olhares para o teto. Não mais, não menos, mas também.

O amor é um interlúdio. O amor, ma belle, é fodido. E nem por isso deixa de ser amor.

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43 comentários

  1. Pra saber amor a gente tem que ser forte, Jaya querida.

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  2. Eu não sei de onde vem tanta ternura e tanta verdade, elas se misturam à sonhos de amores interrompidos. Amor? não sei, mas que é fodido é...

    Um beijo menina das palavras mágicas!

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  3. ... se bem que às vezes a gente confunde amor com paixão :/

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  4. E agora fiquei mais fã sua do que nunca.

    Minha querida, simplesmente FODA.
    Beijo!

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  5. Puta que pariu!

    A maneira como você pintou o amor, essa porra, prendeu minha atenção, e acho que ficaria aqui até a eternidade.

    Você é fantástica. Deve se orgulhar muito de si mesma.

    Me sinto na obrigação de te agradecer pelas coisas que você me faz sentir, pelo que você proporciona através das palavras, que vão ganhando forma; e, acredite, seu texto possui inúmeros ápices, se é que isso seja possível. E você atinge o seu ápice que se renova em cada vírgula.

    Ah, uma dúvida: por que minha poesia te assusta? hehe

    Beijos, querida.

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  6. O amor, quantos amores já doei pra uma garrafa de whiskey....quantos carros passaram enquanto caminhava olhando o reflexo da garoa na luz...e pra n deixar de falar, quantos amores fortuitos, com peles cheiros e uma noite n acontecerem como que por encontros de poeiras em um vendaval...

    obrigado jaya, sempre que passo por aqui - mesmo com o estado de espírito diferente - me indentifico muito...

    bjo, Lirica!

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  7. o que é fodida é qualquer escrita perto da sua.

    Meu Deus, sem palavras...

    Parabéns mais uma vez.

    Dalton

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  8. Acabo de chegar de uma festa, e por mais que tente, que o samba do jorge fosse forte e o carinha fosse bacana, voltei pra casa e li teu texto: O amor é fodido! E acabo de descobrir que a solidão é sem duvida a melhor companhia em uma manhã nascendo no extremo oriente das Américas(joão pessoa), a elhor companhia para uma gastrite que grita silenciosa e pra mim; que está cansada desse amor fodido!

    Texto excelente!

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  9. "O que parece ser um interlúdio agora poderia ser o início do amor" - Diamanda Galás, in "Time (Interlude)". Não é questão de concordar ou discordar, é uma mera citação que me passou pela cabeça, baseada n'm filme, fonte na qual creio que o autor do livro citado também bebeu.

    Mas com o devido tempo, voltarei aqui para comentar como o texto de fato merece. Acho que deveria fazer outro texto em resposta, de fato, pois já borbulharam tantas coisas aqui (e nada acadêmico ou literário a là Éça de Queiroz, mas de fato uma verborragia sentimental de certos, errados, aceitáveis e reprováveis mesmo)... Mas somente quando o tempo me permitir. Por enquanto, deixo somente meu êxtase e olhos arregalados e trêmulos por cada linha, cada realidade, cada cansaço...

    Até mais ler, minha querida!!!

    Beijaya pela metade (I'll be back)!!! =***

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  10. " A busca pelo amor geralmente resulta em pernas abertas e desencontros. Em outros casos, tem-se um cigarro e olhares para o teto. Não mais, não menos, mas também. "

    Mecheu comigo, e num subito momento me deu um tremendo aperto no coração. Não sei se pelo fato de que "geralmente o amor acaba em pernas abertas" ou se "em outros casos, tem-se um cigarro e olhares para o teto" (o que sempre acaba acontecendo comigo, quando brigo com meu namorado).

    Realmente, O AMOR É FODIDO! :D
    -

    Desde que bati o olho no nome do blog, já quis visitar. Li o primeiro post, e gamei !
    Estou seguindo dese já. Se der/quiser, dá uma passadinha lá ;)

    /devaneiovoador.blogspot.com

    CaChiamarelli:*

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  11. [...]

    permita cavalheir(o,a)
    amig(o,a) me releve
    este malestar
    cantarino escarninho piedoso
    este querer consolar sem muita convicção
    o que é inconsolável de ofício
    a morte é esconsolável consolatrix consoadíssima
    a vida também
    tudo também
    mas o amor, car(o,a) colega, este não consola nunca de núncaras.

    [Carlos Drummond de Andrade, em: Amar-Amaro]

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  12. Vim só te responder.

    Minha flor,
    quando o tempo de silêncio acabar, eu retorno.

    obrigada pela doce visita.
    que você esteja bem, em paz, escrevendo...

    três beijos.

    Jenifer

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  13. Fodeu comigo, só isso, e sem perdão da palavra.
    Saio daqui fascinada e um tanto frustrada, mas tudo bem.

    Beijo, Jay!

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  14. PUTAQUEPARIU JAYA! PUTAQUEMEPARIU!

    Tá virando um clichê, mas hoje, mais do que nunca você descreveu um momento tão meu, mas tão meu, que tenho medo de você ser um alter-ego de um pseudo-amor meu por aí.

    Vai Jaya, acaba comigo, sabe. Tô num pensamento sem fim de quanto eu tô ou deveria estar amando.
    Sei nada. Sei não. O amor é fodido mesmo.

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  15. Perfeito!!!
    Adoro passear por aqui

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  16. Eu preciso que você saiba, Jaya, que isso tudo foi doído demais, bonito demais, complicado demais. Você em demasia. Fazia um tempo que eu queria ouvir de você essa palavra fodida, da forma como ela é, estuprada, ultrajada, e nós no nosso devido lugar, meros conseqüentes que sofrem com o afago da mão já calejada.

    Nunca me canso de te ver nua. Queria mesmo era escorrer minha falta de sentido no chão do teu banheiro.

    Eu te fantasio morena. Que delicia é.

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  17. Aff, que testo mais lindo...
    falou bem lá no fundo... eu tava sumidinha daqui né? MAs tava sempre te lendo...
    Agora o que comentou no meu blog, vai virar um post...

    O amor é fodido lindona... mas como não amar, senão amando, né? rs

    beijos Lindona!!

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  18. Olha, eu nem vou comentar nada, porque, você sabe, já disse tudinho aí em cima.

    Fico embasbacada com cada texto seu, Jayan.

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  19. Jaya, Jaya,
    Você sempre me deixando pensativa..Sempre mexendo com minhas emoções..E mais uma vez o "Amor fodido" bate na minha porta pra uma reflexão.
    *******************************************************

    Maior amor nem mais estranho existe
    Que o meu, que não sossega a coisa amada
    E quando a sente alegre, fica triste
    E se a vê descontente, dá risada.
    E que só fica em paz se lhe resiste
    O amado coração, e que se agrada
    Mais da eterna aventura em que persiste
    Que de uma vida mal aventurada.
    Louco amor meu, que quando toca, fere
    E quando fere vibra, mas prefere
    Ferir a fenecer - e vive a esmo
    Fiel à sua lei de cada instante
    Desassombrado, doido, delirante
    Numa paixão de tudo e de si mesmo.
    [Vinícius de Morais]

    Te deixo beijos e o desejo de amores fodidos ou não.☺

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  20. Jaya,
    tem um pedaço seu lá em casa. Depois cê vai lá ver.
    Beijo!

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  21. Oi, querida!

    Como vou comentar um texto em que você já diz tudo? Em que você consegue despir cada um de seus leitores por falar de todas as coisas em tantos detalhes assim?

    O amor é mesmo tudo isso, impregna, enlouquece, gruda na alma e teima em não sair. Amor que é amor, é assim. Fica. Persiste. E fode com a gente.


    Obrigada pelo carinho todo! Adorei ver-te em meus comentários! :)

    Um beijo muito doce nosso!

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  22. Aham. Pera. Cocei a garganta. Vou ler de novo e farei um comentário à altura do texto. Quer dizer, nunca é à altura do texto, você me conhece e sabe que eu só falo besteira... Mas vc me entendeu.

    Bj e já volto!

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  23. Daí que eu lembrei de você. Eu lembro muito de você, só estou sem tempo sabe.

    Olha, minha tia abriu um restaurante, e no cardápio de sobremesas, tem bolo com sorvete de CAJÁ!

    Saudades minha linda!

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  24. Esse seu texto, minha linda, me fez pensar na concepção do amor e, sim, ele existe. E digo esse amor romântico mesmo, de tevê. E, pra mim, o sinônimo de amor são as risadas. De todos os relacionamentos que já tive (você já deve ter me ouvido discursar longamente sobre todos eles), quando paro pra pensar do que sinto falta, me vem à cabeça alguns momentos especiais e em todos eles o fator comum são os sorrisos, as gargalhadas. Seja naquele dia em que estendi um cobertor no chão do meu quintal e a chamei pra se deitar, pra ver estrelas; da vez que abri pelado a cortina do hotel e dei de cara com o limpador de janelas, dentre tantos outros momentos que foram bacanas, até o meu namoro que não deu certo porque a menina não entendia piadas... Acho que descobri o sofismo do amor. Amar é encontrar alguém cujo a simples presença te faz sorrir. E isso é ser feliz, né?

    "mas se a personagem fosse minha teria dado pelo menos pra 3!"

    Haha.

    Beijos, minha linda.

    R.

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  25. Eu gosto do amor que você escreve. Ainda mais porque cada vez ele se mostra de uma forma nova. É meigo, intenso, timido, exageraado e agora, fodido. haha Engraçado é que essa semana, um amigo me mandou ler esse livro. Disse ''Leia e entenda''. E me enviou o arquivo em pdf. Até hoje, ele estava aqui intocado, guardado entre tantas outras coisas que me mandam como leitura obrigatória que nunca leio. Após ler e reler você, já fui devorar as 20 primeiras páginas. E só de ver o principal descrever a morte de amor, e sua vontade súbita de ter sido o executor da amada, eu já comecei gostando.

    Mas o amor nao é fodido, ELE NOS FODE! rs com o perdão da palavra.

    RS

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  26. Jaya! Quanto tempo!

    Hoje eu ouvi uma música que conta uma historinha: o cara era apaixonado pela menina, mas eles não ficaram juntos. Daí ele cresceu e casou-se com outra mulher. Um belo dia, caminhando pelas ruas da cidade, reencontrou seu antigo amor e lembrou-se de tantas coisas vividas, de tantos pedidos feitos a Deus. Mas ele mesmo chegou à conclusão de que a vida é maravilhosa, porque nos tira algo em um momento e depois semeia nossos dias com coisas sem as quais (depois percebemos) não viveríamos.

    Ora, o amor é ruim porque acaba com "felizes para sempre"? Acho mesmo que o problema está no "era uma vez". Que nada! Eram duas, três, mil vezes! O amor ideal não está em outra pessoa, mas na projeção que fazemos dela. E em nós! Se não começassem, os contos de fada, por "era uma vez", saberíamos que depois do "felizes para sempre" tem muitos sub-itens: crianças, estrias, contas a pagar. Vale a pena? Sim, e não é por carne; é por afeto. Porque esse é o único sentimento que nos faz realmente racionais: somos sozinhos e precisamos de amor. Quem vai dizer que é por interesse? É como um leão que vai à caça para comer; é por pura necessidade.

    O amor é algo que se toca, se ouve, se aspira. E, ainda assim, é algo que não morre.


    Abraços, querida!

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  27. não não.. o amor não é obrigação,vc ama porque gosta de amar..

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  28. Então... Após ler e reler, permaneço impressionado com como tudo se encaixa de maneira mágica. Essa sua visão me fez lembrar do meu querido Augusto dos Anjos ("... O homem, que, nesta terra miserável,
    Mora, entre feras, sente inevitável
    Necessidade de também ser fera."), e eu tenho pensado muito dessa forma.

    Estive estudando as "formas de convencimento" nacional-socialistas para que uma execução massiva de um povo fosse aceita sem travas morais. Vi que a idéia principal por trás de todo o estratagema está na desumanização do outro, como quando Hitler fala no Mein Kampf que "os judeus são de fato um povo, mas definitivamente não são seres humanos.". Eu, numa primeira leitura, tive o asco natural, mas hoje vejo que a desumanização nos é necessária para viver entre as feras. Logicamente uma "desumanização" coerente com a nossa realidade e, no caso do amor, uma "desromantização" talvez. Talvez, essa aceitação de um amor mais imperfeito, mais cheio de pontas e com menos arestas arredondadas que sirvam para nos ferirmos menos. Talvez um amor que não corresponda a tudo o que há de bonito nos nossos sonhos; e que, na verdade, até traga em si elementos do mundo sem amor que nos leva ao repúdio. É... talvez. Talvez, algo mais próximo de um mundo que nos tem distante.

    Suas divagações levam a pensar na injustiça desse "amor fodido", algo que devria ser um descanso ter de viver tão alerta como qualquer outro setor da vida falsa e burocrática que se é obrigado a levar, mas após treler e quatriler... Eu, o paulista pentelho e prolixo acho que "desumanizando" na medida certa, que só aprendemos na experiência, é bem possível ter sorrisos reais nesses amores reais. Sendo eles reais como nos sonhos irreais, ou reais como no mundo de verdade.

    Vamos nos permitir!!!

    Beijaya!!!

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  29. Uau,
    Posso parar um tempo pra respirar?
    Menina, vc disse tudo.
    Eh exatamente esse tipo de amor fodido que me encanta.
    E, querida, a busca louca pelo amor, com certeza, se resulta em pernas abertas e desencontros.
    No final, nao eh tudo que a gente sempre quis, mas eh quase.

    Vc eh incrivel.

    Texto fantastico.

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  30. Jaya Maria, já que vc se classificou como minha tia. Então vamos lá. Seu sobrinho é um mala mesmo, demorou pra responder o comment, é um baixo astral total lá no blog..rsrs Credo! Fases, assim espero..rs

    Viu, Nárnia é fantástico mesmo. Eu não fui ver AINDA esse terceiro filme, mas ouvi comentários que é sensacional. Olha eu li os livros, mas confesso que até me perdi na leitura, de tanto sono que sentia..rsrs FODA.

    Ah, tô bão e tu, tá bem? Tá sumida mesmo, po!!! E Damien Rice é show. Ainda bem que tô acertando nas dicas! Pq pessoa já reclamaram do meu gosto cafona..hahaha

    Beijão!
    ;)

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  31. Porra esqueci de falar do seu texto. ¬¬

    Então o amor é foda e fodido. Amor exige entrega, perseverança e muita dedicação. Quando falta uma pitada desses ingredientes, ele judia por demais..rs

    Mas como diz a Camila, ela me ama de qualquer jeito, mesmo que seja no jeito mais torto. Ou na minha pior forma de demonstrar. Porque realmente vai ver, o amor é todo torto e fodido mesmo..rs

    Agora ok, comentado!! ;)

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  32. Nada melhor pra ler hoje. O amor é fodido. F-O-D-I-D-O!

    Rá! Adorei!



    p.s.: não vou falar de novo. se vc não aparecer eu juro que vou fazer alguma coisa a respeito.

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  33. O amor é fodido msm... mas e daí, a gnt bem que gosta de se foder de vez em quando msm... E sendo assim, que seja sempre no meio das dobrinhas de cada corpo escolhido...
    bjoks

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  34. Wow!!! Texto forte e decidido…
    Gostei!!!

    Bjs

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  35. Olá há 4 dias comecei um blog onde vc encontará post de fragmentos dos livros que li de Clarice Lispector.
    Passa lá pra dá uma olhada.
    Sigo-te.

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  36. os teus floreios, onde estão?
    azul, meu azul, vem visitar o moço. vem?

    ah!

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  37. Um descritivo sentido.
    Muito bonito e tocante.
    Beijos

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  38. "A busca louca prlo amor geralmente resulta em pernas abertas e desencontros."
    Ah, dona Jaya, esse parágrafo aí ó... fodeu com tudo,no melhor dos sentidos. O texto, que coisa linda de se ver.

    Um beijo.

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  39. não li ainda, querida, Jaya, mas só passei para falar oi e dizer que eu voltei com um blog novo! é a Dea, do Le Fabuleux Destin :)
    meu novo blog é o acolhendo-me.blogspot.com! aparece qualquer dia!

    beijos e até mais ler!

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  40. Menina com nome de menina da selva, o ano está chegando ao fim e ainda não tenho pronta aquela música que lhe prometi.

    Mas como o ano que vem também tem dias, a promessa fica renovada, tá bom?

    Se cuida e lembre-se: haverá final de ano no ano que vem também, logo, pode guardar algumas garrafas cheias ... rsss

    Bjks

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