Eu, você e a praça

15:49

Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça
Preciso voltar
Mais uma vez com você, lá na praça.

Da última vez, você colocou o destino em minhas mãos. Não foi nem tão pesado, mas eu me desequilibrei e fui soltando tudo por aí. Nada ao acaso, mas tudo em lugares que fizessem florescer aquelas promessas. Não ousei fazer escolhas, e bloqueei todos os acessos à tua voz. Você tinha ido embora, e eu quis te apagar em mim. Se consegui? Claro que não. Mas te guardei no canto mais fundo. Não lembrava você.

Só que tinha a praça. A nossa praça. Das nossas histórias malucas, de você tímido querendo dizer mil coisas. Eu, presa em teus olhos e dizendo que você não precisava dizer nada, enquanto era necessário ouvir tudo. As confusões confessas. Confissões confusas. Os “não vai”, “fica mais”, “me dá um abraço”. As ligações que serviam para extravasar a mudez. O “presta atenção, eu só me sinto bem assim com você”. E depois, desencontros. Escassez. E o tempo dando conta de tudo. Cuidando de mim. Fazendo bem a você. Lembranças leves. A praça sempre me mostrava o nós. Amenizava saudades. Tem um pouco de você e eu, ali.

De repente, você cai na minha porta. Eu me desenho sem ação, assustada, feliz, entre pulos contidos e sorrisos escancarados. Você me desarma com um abraço. Aí eu lembro do teu poder. Teu sorriso. E do quanto me reconfortava ser acarinhada por aqueles olhos de mel - um doce não tão açucarado. E entre olhares e sorrisos um tanto sem graça, são trocadas palavras superficiais. Sabe aquele jeito? Aquela idéia do eu nem acredito que estamos aqui outra vez. Do é inacreditável como nada mudou desde o último encontro. E piadas para disfarçar o nervosismo. E meu rosto a desenhar todos os sustos.

Sem querer eu olhei em seus olhos
Sem saber segurei suas mãos
E começou assim
Um longo silêncio entre nós
A sua presença calou minha voz
Tanta coisa eu tinha guardado pra lhe dizer
Mas não disse nada.

E nem precisava. Nossas palavras eram aquelas, entre gramas verdes e estrelas. O passado virou nosso agora. Engraçado como você fez meu dia virar assobios, músicas, cores. Como você tira o nublado desses tempos de chuva e faz o céu mais lindo do mundo voltar a ser admirado por mim. Engraçado você. E eu. E o reencontro prometido. A praça. Nosso quadro.

Te mostrei então onde nossas promessas se tornaram flores. Versão assimilada de mim, você entendeu que o destino pode fazer parte de todos os cantos. E do nosso, é melhor se esquivar de planos. Do nosso, basta o pensamento cruzado, como esses aviões no ar. Como o avião que te trouxe. Como você, na minha rua. E enquanto isso, os corações conversam de perto, pra depois acenarem da janela do mesmo avião que te leva embora, sem saber quando vai voltar.

Nosso tempo era curto
E tão pouco.

É que você veio. E foi tudo tão bom, que quase dói pensar em te perder outra vez. Te perder para a distância. Mas, sabe, coração agüenta. Amizade sustenta. E a praça.

______________________

Título, inspiração e trechos por conta da harmonia de Zeca Baleiro.

You Might Also Like

43 comentários

  1. Jaya, linda, adoro suas inspirações musicais!!!

    E como é bom ver gente feliz!!!
    Distância??? O que é isso??? Além da conexão entre os corações, existe todo um aparato tecnológico que ajuda a minimizá-la!!!

    Beijão!!!

    ResponderExcluir
  2. Jaya,

    A praça é como o símbolo de uma amizade eterna, é a certeza de que existiu um passado pintado de cores bonitas e que o quadro está ainda lá, intacto. Toda amizade tem seu amuleto, tem dessas coisas que a gente vai pegando e guardando na caixinha porque é prazeroso.

    Diante dessa viagem que você me convidou a fazer pra conhecer da sua saudade, da sua história regada de ternura, me encontro perturbado porque acho que não sei cuidar da "praça" como faz você. Tanta coisa se perde quando o tempo insiste em correr, você não acha? Se não houver o renovar constante das cores, se não houver nova pintura, o quadro vai desbotando, assim, quase sem perceber.

    Essa sua ligação é bonita. Bonito é poder carregar alguém no peito de forma tão enfeitada assim. E, diante de nova despedida, entregar um olhar cheio de novas promessas e, junto dele, o coração que sustenta a esperança. A esperança de um encontro sobrenatural, quando os corações já não podem mais seguir juntos.

    Beijo pra você.

    ResponderExcluir
  3. aquele zeca baleiro, que me tomou o coração.! aiai.


    sorte a tua, que reencontra. tenho um quê de geni, sabe.? bôa. de bater, de cuspir, de largar.

    (eu passo os dias esperando quem me larga, mais antes.)

    ResponderExcluir
  4. ó: www.corarufino.blogspot.com

    ResponderExcluir
  5. Ah, esses tais recintos públicos mais especiais que quaisquer outros - as praças. Das histórias que se ouve e que se passam nesse cenário, algumas são de amores, outras de solidão. Sei de uma que tem história até de assassinatos e morte em larga escala. Praças barulhentas, praças tranqüilas, praças singulares...

    Mas nenhuma como a tua, Jaya. Ou melhor: a de vocês. Nenhuma com uma luz tão intensa em poesia que chegue a ofuscar a visão. Nenhuma com uma sensação de leveza, de fluidez...

    Já te disse que você é minha poetisa-em-prosa favorita?

    ResponderExcluir
  6. criticalwatcher.blogspot.com17 de agosto de 2008 21:43

    Oi, Jaya!
    Tudo bem?
    É incrivelmente lindo te ler, sabia?
    Eu perco todos os meus sentidos, fico meio que estático no tempo. E confesso que os minutos e os segundos perdem toda aquela velocidade do meu dia veloz. Sinto cada palavra de forma distinta: um novo sentimento, uma nova paz. Ah, o desabrochar. Tudo é tão lindo por aqui que a única coisa que penso em falar, escrever, salpicar, desenhar é ele: o amor.

    Posso dizer, ainda, que você tem o poder de me surpreender mais e mais. Sempre!

    Adoro-te, menina-linda-das-palavras-mais-doces.

    ResponderExcluir
  7. Sim, amizade sustentada. O jardim na praça, vez ou outra, regado também. Belo jardim... Quem andou cuidando dele deve ter feito algum curso de paisagismo, porque eu vi o tamanho da beleza, o cuidado, sentei no banco da praça e admirei tudo. E percebi muitas cores! Amizade colorida essa, dotada de singeleza, zelo, carinho, inaptidão pra esquecer. E tudo isso dito de um jeito doce e puro que só você tem, Jaya... E é bom ler, viu? Gosto da sua inteligência, tua força, teu jeito reto, mas gosto também desse teu quê de menina, de moça bonita que sonha, que sente e despretensiosamente ama. Minha baiana predileta, você. Gostei muito do seu jardim!
    Ziggy

    ResponderExcluir
  8. Que bom que voltaste das férias Jaya, pois adoro o seu blog, e quando voltei das minhas férias forçadas também, vi seu blog sem postagens e fiquei esperando que elas voltassem, até que cheguei aqui hoje e tive uma bela surpresa, um texto lindo,doce. Poesia em forma de prosa. Lembrou-me Cecília Meireles e seu jeito doce de escrever.

    Adorei esse texto, me fez ver uma bela praça, com lembranças felizes. Sonhos, vida feliz, pássaros comendo a luz do sol.

    Que texto lindo Jaya, é tudo o que eu posso dizer.

    Um grande abraço, e me visite se puder depois.

    Átila Siqueira.

    ResponderExcluir
  9. belo texto, mas não condiz com meu estado de espírito atual.
    não creio que você adicionou o blog e ta toda amiguinha da atual namorada do meu ex! fala sério, hein?! esperava mais de você, Jaya!
    mas não vou causar não. ao menos não por enquanto!
    beijo!

    ResponderExcluir
  10. Oi Linda voltou mais inspirada do que nunca heim....lindo o texto!
    Bjinhios duplo pra vc!

    ResponderExcluir
  11. Repito a você, o que comentasses no P.S. "Que saudades que eu tava daqui, moça! De provar dessa doçura que você deixa escorrer pelas pontas dos dedos."

    Você fala tão lindo de amor. Embora seja um tanto triste, é beleza demais.

    Beijo meu *:

    ResponderExcluir
  12. ' E depois, desencontros. Escassez. E o tempo dando conta de tudo. Cuidando de mim. Fazendo bem a você. Lembranças leves. A praça sempre me mostrava o nós. Amenizava saudades. Tem um pouco de você e eu, ali. ' caramba que post mais perfeito é esse hien menina? :OO'
    tô com um nó aqui na garganta, me identifiquei até com entrelinhas dele, só que infelizmente o meu (re)encontro não foi tão bom assim... mas ah, a praça continua lá no mesmo lugar provando que 'em algum lugar no tempo nós ainda estamos juntos' . *o*

    ;*

    ResponderExcluir
  13. Amei tua visita e mais ainda vir aqui e encontrar esta delicia que é poder te ler...

    Beijo e mais beijos...

    ResponderExcluir
  14. Que bonita a harmonia do texto com a música. As sutilezas... os detalhes... as minúcias. Lindo.

    ResponderExcluir
  15. Você tinha que voltar e receber mimos, não é? Passa no P.S., tem presente pra você.

    Beijo doce *:

    ResponderExcluir
  16. Saudades de tudooo por aqui!
    Que bom que voltaste Jaya!
    E com palavras tão doces, que encantam tanto a gente...

    Tem um "mimo" (como diz a Fê) para vc lá no meu canto tb.

    Bjs

    ResponderExcluir
  17. eu SABIA que você não iria aguentar! e digo mais: deu pra ficar com saudades dos seus textos!
    feliz que voltou!

    beijos ;*

    ResponderExcluir
  18. o texto é lindo. demais!

    mas... eu preciso rir do ridículo, hoje!!

    hahahahahahahahaha...

    ...

    ResponderExcluir
  19. hi
    hello
    how was your day?
    i liked your blog
    you are fantastic!!!

    really nice blog
    fabulous fantastic
    bye
    take care
    see you

    ResponderExcluir
  20. Jaya.

    (se for teu nome, eu acho que é muita inspiração de mãe-e-pai. se for apelido, acho tua imaginação avuadôra de lugares longes.!)

    gosto muito de postar, gosto mesmo. gosto do que gostam de mim, gosto do que riem de mim. pelo menos do meu eu escrito. verbalizadamente, sou bem melhor.
    mas cada vez me convenço mais que faz-se tempo de papel, caneta: é hora d'eu botar meus monstros, no papel. e, dessa vez, não posso ficar exposta, só posso ser julgada de bem quereres.

    - eu até achei que tu não vinha mais me ver, chateei-me. às vezes ajo feito gente pequena, numas coisas que gentes grandes não me vêem bem. desculpa se causei atrito, que bem nunca eu quis isso.
    (é que às vezes acho que ser lua - quiçá Luara - é bem mais que ter meramente um título. é vontade própria.)

    desculpa o desabafo.? volta.! pra colorir tuas côres, teu nariz.
    [lá tem as côres todas, do mundo.]

    ResponderExcluir
  21. ai mulher brigada pela visita, e pode ter certeza q virei aqui sempre! :DD

    ;*

    ResponderExcluir
  22. Excelente !!! É só o q posso dizer...

    ResponderExcluir
  23. UAU! Então, cá está a Jaya, com sua prosa poética, suas lembranças e sua praça!
    E a gente pensando que ia ter que esperar 3 meses!
    Bjoooooooo!!!!!!

    ResponderExcluir
  24. Menina, que bom que gostaste da entrevista e do Fragmentos. Eu adorei teu blog e tava passando os olhos pelos posts mais antigos, mas quero voltar com calma pra comentá-los.

    Vejo que temos mtos blogs-amigos em comum, não sei como não cheguei aqui antes... mas enfim... o importante é chegar. :)

    Bjs, moça.

    ResponderExcluir
  25. A verdade Já, é que o amor sempre vence. Nem distância, nem tempo... acho até que sob algumas circunstâncias (a de matar a saudades logo depois), algumas dificuldades só melhoram algo que já é bom por si só, e demais! :)


    Beijo grande, querida!

    ResponderExcluir
  26. Jayaaaaaaaa
    que lindo. Tão sen´sivel. De um elo tão forte, que tu expressa em linhas cheias de melodia. Palavras que cantam e tornam doce o ritmo do coração. Palavras tão singelas, doces e amigáveis. De algo que está ali te segurando, te dando força e inspirando.

    Tem um alto teor romântico, daquela coisa inocente, do jeito infante de amar, de sentir e gostar.

    Ah Jaya, definitivamente lindo.
    Amei amei.

    E amei mais ainda seu retorno, diga-se triunfante.

    Beijocas Minha querida
    te adoro adoro.
    :D

    ResponderExcluir
  27. Eba! que bom que esta voltando... fico feliz!

    Fico imprecionada com sua capacidade pra escrever assim, adoro!
    Amei o texto... me vi um pouco ali por causa da praça rs!

    bjos!

    ResponderExcluir
  28. Alguém já te disse que vc é linda?
    Mesmo quando vc fica meeeeses sem postar? =P
    Pq tbm quando posta, heim, hermana! É pacabá, como diria a Bia.

    A sensibilidade em pessoa. E nunca dá pra não se emocionar com vc.

    Bom final de semana, muioto doce e cheio de flores pra vc.

    Beijo, abraço, cheiro e tudo de bom!

    PS: eu quero ler o Paquetá =P

    ResponderExcluir
  29. Obrigado pelo comentário, eu já estava com saudade de tuas visitas no meu cantinho.

    Espero que volte sempre.

    E só para reafirmar, o seu texto é muito lindo. Adorei mesmo.

    Um grande abraço,
    Átila Siqueira.

    ResponderExcluir
  30. Adoro Zeca Baleiro!

    Ah, obrigada! Eu adorei seu blog e todos os textos seus que eu li, realmente muito bons, parabéns. Prometo vir sempre que der. É verdade sim que eu demoro um pouquinho pra postar... Sou meio perfeccionista e preciso do meu tempo pra produzir algo com o qual eu fique pelo menos satisfeita. Isso só piora a cada dia que passa, haha.

    Opa, ficarei para o chá com certeza! Beijos :*

    ResponderExcluir
  31. como sempre jaya... tu me emociona.
    faz-me apaixonar mais por aqui... ou por você mesma, rs.

    também tenho, ou tive, uma praça, mas nem sei se era praça ou se ainda tenho...rs. só sei que o tempo amenisa as coisas e as praças tendem a diminuir.

    ...uhm... irônico isso, pra mim, rs.

    bejos!!!
    baiana negona minha!

    ResponderExcluir
  32. você é tão inspirada e inspiradora..eu me derreto lendo seus textos e esse último então?foi como "me ler" onde as praças vão além dos bancos e das pessoas..é porque existia um nós,como o "vosso"
    parabéns mesmo!

    ResponderExcluir
  33. Jaya, acredita que 'Poréns dos afins' foi coincidência pura? Mas, sem dúvida, ficou mais colorido agora que sei que encontro aí outros poréns de afins. :)

    Eu quero estar por aqui e por Paquetá! Não me deixa esquecer, Jaya.

    Um beijo grande!

    Ps. Volto para ler o texto.

    ResponderExcluir
  34. É que você é tão legal, sabe? Daê até eu dou uma de baiano, de um jeito espontâneo que nem eu entendo de como surge um "oxi" arretado e porreta. Vai entender, Jaya... Vai entender...

    ResponderExcluir
  35. Muito lindo, Jaya!
    Queria eu viver essa cena repleta de bons sentimentos. Quem sabe um dia?
    Olha só, saudade de você, viu?
    Sei lá, mas o carinho nasce assim sem explicação.
    Demorei pra vir por mil situações inesperadas, mas cá estou e que bom que você também está.
    Indo pra Paquetá então.

    Beijos

    ResponderExcluir
  36. Olá Jaya,
    Só não te perdoaria caso suas palavras fossem ausentes de sentido, ou vazias de empatia. E é claro que não as vi assim.
    Fico feliz em poder ser compreendido e muito mais em saber que não sou um solitário em meio a multidão.
    Agradeço profundamente seus sonhos desejados a mim, acreditando profundamente que você não está longe de alcançá-los primeiro que eu.
    E é isso que eu desejo. Que sua alma voe longe e seja laçada por amizades profundas... Acho que isso não será difícil pra você, visto já ter as asas e as cores de sua caixinha de giz... Desejo que alguém logo a perceba voando... e admire seu nariz pintado... e sorria pra você!

    (não sei se consegui expressar minha gratidão pela identificação e conselhos... sou realmente grato)

    Beijos!!! :)

    (Desculpa por não passar tanto por aqui... é o orgulho que preciso quebrar de vez em quando...)

    ResponderExcluir
  37. Você não imagina o quanto me comovi com seu comentário em meu humilde blog...nada, nada mesmo, se comparado ao seu.
    O seu, além de famoso e bastante visitado, é lindo, cheio de letras e cores e sons. Cheio de escritos nos quais podemos viajar, criar um mundo novo, só nosso. Viajar em nossos sonhos, medos, desejos...em nossa imaginação.
    Bom, quanto ao texto, nossa! Eu simplesmente me vi em todas as situações. Quase que dou um ctrl c + ctrl v no seu comentário em meu blog, pois cabe perfeitamente aqui. Mas não, dessa vez, repetindo-te, vou tentar ser original. Até chegar ao fim, podemos imaginar uma série de coisas e situações em relação ás personagens do texto, o que torna tudo ainda mais belo, prendendo o leitor. E é algo real, transparente, limpo, claro, objetivo, ao mesmo tempo em que transparece tanta subjetividade.
    Em uma palavra: amei.
    Parabéns, mais uma vez.

    A dúvida: você está aqui e em Paquetá ou só em Paquetá agora?
    Outra: posso adicionar Paquetá também?

    E a resposta é sim: LÓGICO que você pode me adicionar aos seus links, é um prazer, um privilégio!

    Beijos, querida.

    (acho que você está mais tranquila agora, não?)

    ResponderExcluir
  38. Coração agüenta, amizade sustenta. Nunca pensei assim, nunca senti assim...

    Ah, menina... lindo demais. Adoro essa sua leveza com as palavras, essa sensação boa que se sente quando lê seus textos. É reconfortante, é gostoso. Ai, como eu queria conseguir ser assim também.

    Vou já encontrar contigo em Paquetá, viu?

    Beijo meu.

    ResponderExcluir
  39. E eu ainda me supreendo...

    O texto é lindo. Essa desconexão, esse desapego, a poesia das saudades reencontradas, dos encontros distantes... É leve e forte além de bem escrito e com um estilo impecável.

    Voltarei com certeza, parabéns.

    ResponderExcluir
  40. ei, jayaaaaaa

    que saudades daquiiiiii

    menina, ando tão sem tempooo!

    bjooooo

    ResponderExcluir
  41. aiai.
    cobicei paquetá, quando ele tava escondido.

    agora, ele é passarinhêro.

    ResponderExcluir
  42. Estou aqui encantada com esse texto...
    Os elos, como a praça, são pontos de chegada e partida, não é mesmo? Quando estou com problemas no meu casamento, gosto de ir à igreja onde casamos... fecho os olhos e pareço me sentir forte de novo.

    Vou, mas volto.

    Be=jo, Cláudia

    ResponderExcluir